A Jornada Nacional de Lutas de Abril, realizada em memória dos 19 trabalhadores Sem Terra assassinados há 13 anos no Massacre de Eldorado de Carajás (PA), já mobilizou camponeses do MST em oito estados e no Distrito Federal, desde o início do mês, para exigir o assentamento das 100 mil famílias acampadas e para denunciar o desemprego causado pelo agronegócio com a crise econômica mundial. Nesta quarta-feira (14/04), foram realizadas ocupações de terras, marchas e atos no Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato Grosso, Pará, Distrito Federal e Bahia.
Um dos grandes mistérios da humanidade é entender como uma mesma coisa pode despertar paixões tão diferentes nas pessoas. Vejamos o caso do MST.
A luta pelo direito à terra, contra a concentração fundiária e a exploração decorrente dessas desigualdades não foi inaugurada pelo Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST), que surgiu oficialmente há 25 anos.
Neste momento, o MST se debate contra um tipo de ataque intermitente: uma ofensiva patrocinada por inimigos visíveis e invisíveis
IMMANUEL WALLERSTEIN, 78, pesquisador sênior na Universidade Yale, é autor de «O Moderno Sistema Mundial», sobre a globalização do capitalismo, e «O Declínio do Poder Americano».
Nós mulheres, camponesas, ribeirinhas, extrativistas, indígenas, quilombolas e sem terra, queremos denunciar com nossas ações políticas a extrema gravidade da situação dos trabalhadores rurais no Brasil.
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