INFORME

MST fecha estradas em 9 estados contra modelo econômico e agrícola

quinta-feira 31 de maio de 2007 por LRAN

O MST fez protestos em estradas por todo o país e participou de atos nas capitais dentro das atividades dos maiores movimentos sociais, sindicais e estudantis na jornada de lutas nacional unificada, nesta quarta-feira (23/5).

Os trabalhadores rurais Sem Terra fizeram 39 bloqueios de rodovias federais e estaduais em oitos estados, como São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A partir das discussões das entidades que assinaram a convocatória unificada para a jornada, o MST protesta contra a atual política econômica neoliberal, que impõe reformas da legislação previdenciária e trabalhista (como a Emenda 3) e o modelo do agronegócio para o campo, impedindo a Reforma Agrária.

«Temos hoje um aumento da pressão do grande capital pela diminuição dos custos de produção, o que afeta em primeiro lugar os direitos sociais. Ao impedirmos, simbolicamente, a produção e o fluxo de capital por um determinado tempo, a nossa intenção é dizer à população que o ataque aos seus direitos vai aumentar. Por outro lado, a paralisação é a única linguagem que o capital entende», diz o integrante da direção nacional do MST, Gilmar Mauro.

Panorama

Em Campinas , os trabalhadores do campo e da cidade interromperam as rodovias Campinas-Monte Mor e Campinas-Paulínia pela manhã. Depois fecharam um trecho da rodovia Anhanguera, no km 330. As fábricas da Honda, Replan e Toyota estão paralisadas e integraram os protestos. No centro da cidade, os estudantes fazem um ato.

Em Santos, MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e Sindicato dos Petroleiros e Sindicato dos Bancários fecharam o entroncamento das rodovias Anchieta e Imigrantes, bloqueando o acesso ao pólo industrial e ao porto. Na rodovia Piaçaguera-Guarujá, foi bloqueado o acesso ao pólo petroquímico. No Vale do Paraíba, os trabalhadores interromperam o tráfego em uma lado da Via Dutra, altura do km 137.

Em Pernambuco, mais de 2.000 trabalhadores rurais do MST fizeram protesto em 12 rodovias federais pela manhã. As rodovias bloqueadas foram a BR 408 (município de São Lourenço da Mata), BR 316 (município de Petrolândia), BR 110 (município de Ibimirim), BR 232 (município de Gravatá), BR 101 Sul (município de Escada), BR 232 (município de Pesqueira) e BR 104 (município de Caruaru), BR 101, BR 232, BR 428, BR 423.

Em Minas Gerais, o MST fechou a rodovia Fernão Dias, com cerca de 200 trabalhadores rurais, no sentido Belo Horizonte-São Paulo, no município de Três Corações durante três horas. Em Pirapora, no norte do estado, cerca de 600 pessoas fecharam estrada estadual, na altura de ponte que passa sobre o Rio São Francisco. Em Montes Claros, foi bloqueada estrada estadual por 500 camponeses.

Cerca de 4.000 trabalhadores e trabalhadoras rurais dos movimentos sociais do campo, como MST, MLST e CPT fecharam cinco estradas em Alagoas. As rodovias foram bloqueadas nos municípios de Maragogi, Messias, Joaquim Gomes, Murici e Arapiraca.

No interior do Rio de Janeiro, os trabalhadores rurais do MST fecharam três rodovias federais, nos municípios de Barra do Piraí, Cardoso Moreira (região sul) e Campos dos Goytacazes (norte fluminense). Mais de 150 integrantes do MST paralisaram a BR-101, no município de Itapemirim, no Espírito Santo.

O MST mobilizou 5.000 camponeses para fechar três rodovias nesta manhã em Sergipe. Cerca de 1500 trabalhadores rurais fecharam a BR-101 (a 85 km da capital). Na região metropolitana de Aracaju, 500 Sem Terra bloquearam uma estrada estadual. Na região do Alto Sertão sergipano, 2500 camponeses trancaram via estadual.

No interior da Paraíba, os trabalhadores rurais fecharam rodovias federais e estaduais em sete trechos pela manhã desta quarta-feira. Foi bloqueada por 200 pessoas a BR 412 (município de Monteiro, região do Cariri) e três pontos da BR 230, nos municípios de Condado, Campina Grande e em João Pessoa. Mais estradas na região de Catingueira e Alagoinha foram trancadas.

No norte de Goiás, em conjunto com movimentos sociais do campo, foi bloqueada com mais de 1.000 pessoas a BR-153, que liga Belém a Brasília, no município de Araçu.

No Pará, o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) e os movimentos da Via Campesina, como o MST, ocuparam a Barragem de Tucuruí, no Pará, contra a política econômica e energética do governo federal.

Além do bloqueio em rodovias, o MST participou de atos públicos nas capitais por todo o país, como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Brasília.


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