Monopólio na Produção de Etanol no Brasil: A fusão Cosan-Shell

quarta-feira 19 de outubro de 2011 por LRAN

Esta publicação apresenta dados e análises recentes sobre a expansão do monocultivo de cana-de-açúcar no Brasil para a produção de etanol, particularmente sobre o processo de monopólio no setor a partir de fusões e aquisições de usinas por empresas es-
trangeiras. Este estudo refere-se mais especificamente à fusão da empresa brasileira Cosan com a petroleira holandesa Shell, que se constituiu na Raízen.

Alguns dos elementos centrais em nossa análise referem-se aos impactos econômicos, sociais e ambientais gerados pela expansão do modelo agrícola baseado no monocultivo e no latifúndio.

Além das supostas vantagens ambientais através da substituição de
combustíveis fósseis, o discurso oficial sobre os benefícios dessa expansão incluem perspectivas de abertura de mercado externo
e segurança energética em um momento de crise. Com acesso privilegiado a crédito e diversas formas de subsídios estatais, 45% do etanol produzido em nível mundial vem do Brasil. Das 435 usinas instaladas no país, a Raízen, formada a partir da fusão Cosan-Shell, é a maior produtora.

A corporação Raízen resulta da associação da Cosan com a petroleira holandesa Royal Dutch Shell. A constituição da empresa significou a maior transação do setor sucroenergético brasileiro e apresenta como um dos seus objetivos levar o etanol à condição de commodity internacional1. Na última safra, a empresa exportou etanol para a Holanda, Finlândia, Suíça, Japão, Argentina e Austrália.

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19 de outubro de 2011
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