MST faz protestos em seis estados por Reforma Agrária

quarta-feira 11 de abril de 2007 por LRAN

11/4/2007

O MST realizou manifestações,
protestos, marchas e ocupações de terra em seis estados em memória aos mortos no
Massacre de Eldorado de Carajás e contra a impunidade da Justiça, que ainda não condenou
os responsáveis pelo assassinato dos 19 trabalhadores mortos em 17 de Abril de 1996.

Para resolver a questão agrária, o movimento defende a Reforma Agrária como uma proposta
para o campo brasileiro, com condições de resolver os problemas dos trabalhadores
rurais, por meio da geração de empregos e da produção de alimentos.

O primeiro passo para a efetivação do projeto de desenvolvimento para o campo é o
assentamento de 150 mil famílias que estão acampadas em todo o Brasil desde 2003. Até
agora, a Reforma Agrária não avançou da forma necessária para desconcentrar a
propriedade fundiária, uma vez que os assentamentos realizados não atacaram o latifúndio.

Entre os protestos, destacamos os seguintes:

- Cerca de 300 agricultores assentados em Nova Santa Rita, na região metropolitana de
Porto Alegre (RS), ocuparam, ontem, a Secretaria de Obras do município. Os trabalhadores
cobram promessas da prefeitura em relação aos quatro assentamentos existentes no
município.

- A construção e melhoria das estradas dos assentamentos, a coleta do lixo e o transporte
escolar eram algumas das reivindicações dos assentados, como explica Emerson Giacomelli,
integrante do Movimento Sem Terra (MST).

"A pauta principal foi a questão da construção e melhoria das estradas dos
assentamentos, o transporte escolar e a educação, a coleta do lixo, além de alguns
convênios junto ao Governo Federal", diz.

- A Secretaria de Obras foi desocupada ainda pela manhã. Os agricultores conseguiram fazer
com que a prefeitura liberasse as máquinas para a melhoria de estradas no assentamento
Santa Rita de Cássia II, o mais recente do município.

- Após a ocupação, a prefeitura também se comprometeu a disponibilizar transporte escolar
e fazer um roteiro para a coleta do lixo no assentamento. As demais comunidades também
receberão melhorias nas estradas. O MST promete novas mobilizações caso a prefeitura não
cumpra com o acordo.

- Cerca de 150 famílias do MST, acampadas na região de Sorocaba, permanecem na área da
empresa Suzano Papel e Celulose, no município de Itapetininga, ocupada na manhã de
domingo (08/04) para denunciar a expansão da monocultura de eucalipto e reivindicar a
aceleração do processo de Reforma Agrária no interior de São Paulo.

- A criação de assentamentos está parado na região, enquanto as empresas avançam cada vez
mais sobre as terras para ampliar a produção de eucalipto e cana-de-açúcar para
exportação por meio da monocultura, que desemprega os trabalhadores rurais e destrói o
ambiente.

- O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) já vistoriou quatro áreas
na região, que foram consideradas improdutivas, mas até agora nenhuma foi destinada à
Reforma Agrária. O MST tem cerca de 4.000 mil famílias acampadas no estado de São Paulo.

- Das quatro fazendas, duas estão com processo parado em Brasília; uma parada na Justiça
por causa de recurso do latifundiário depois da assinatura do decreto; e a quarta área
depende da assinatura do decreto de desapropriação pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.


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