MST rompe negociação com o governo Lula

A notícia é do jornal Folha de S. Paulo, 11-04-2007.
quarta-feira 11 de abril de 2007 por LRAN

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) decidiu focar seus ataques diretamente na figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, os sem-terra romperam qualquer tipo de negociação com ministérios até que sejam recebidos por Lula em audiência no Planalto.

A decisão foi tomada por unanimidade em reunião da direção nacional do MST na semana passada, em São Paulo.

É uma mudança brusca de foco do movimento, que, no primeiro mandato petista, preferiu
poupar o presidente das críticas e mirar suas forças em ataques na equipe econômica, no
comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário e na estrutura operacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Pelo país, o MST promete espalhar cartazes com a seguinte frase, dita por Lula à revista
"Caros Amigos" em 2000: "Não se justifica num país, por maior que seja, ter alguém com
30 mil alqueires de terra! Dois milhões de hectares de terra! Isso não tem justificativa
em lugar nenhum do mundo! Só no Brasil. Porque temos um presidente covarde [no caso,
FHC], que fica na dependência de contemplar uma bancada ruralista a troco de alguns
votos".

O cartaz terá ainda uma foto do presidente com o boné do movimento e a pergunta: "Por
que não sai reforma agrária?"

"Caiu a carapuça do presidente. Ele precisa se dar conta que tem um compromisso
histórico com os movimentos sociais e com a reforma agrária", disse Marina dos Santos,
da coordenação nacional do MST.
MST e Lula sempre foram muito ligados. O petista participou do primeiro congresso
nacional do movimento, em 1985.

No governo, porém, Lula não cumpriu metas de assentamentos e não conseguiu atender às
famílias acampadas.

"Ninguém do movimento vai pedir a cabeça do Lula. Vamos procurar o diálogo com ele",
disse a coordenadora do MST.

O movimento quer uma reunião com Lula para ouvir seus planos sobre reforma agrária. Até
esse encontro, ainda sem data prevista, o MST se recusa a conversar com intermediários.

Na semana passada, o próprio ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) teve um
pedido de conversa negado pelo movimento.


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