Impactos da expansão das monoculturas para a produção de bioenergia

Agronegócio e biocombustíveis: uma mistura explosiva

segunda-feira 19 de março de 2007 por LRAN

Agronegócio e biocombustíveis: uma mistura explosiva Impactos da expansão das monoculturas para a produção de bioenergia, é uma publicação do projeto do GTEnergia do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) 2006, executado pelo Núcleo Amigos da Terra/ Brasil em parceria com a Fundação Heinrich Böll.

- Coordenação geral : Lúcia Or tiz

-  Coordenação editorial : Sergio Schlesinger

- Texto final : Silvia Noronha A par tir do original “Impactos cumulativos e tendências territoriais da expansão das monoculturas para a produção de bioenergia” (2006), organizado por Lucia Or tiz e composto dos seguintes ar tigos: “Mais soja para o biodiesel”, de Sergio Schlesinger “Mais cana para o bioetanol, mais eucalipto para a biomassa e o car vão vegetal”, de Klemens Laschefski e Wendell Ficher Teixeira Assis “Biocombustívies com mais sustentabilidade”, de Lúcia Or tiz e Délcio Rodrigues O texto original está disponível em http://www.fboms.org.br/gtenergia/energia.htm

- Edição: Silvia Noronha (MTb 14.786)

- Projeto Gráfico : Mais Programação Visual
www.maisprogramacao.com.br

- Capa : Arte sobre fotos de Cláudio Capeche (Embrapa Solos) e Vanor Correia

- Apoio: Fundação Heinrich Böll

- Fotolito e impressão: Grafitto Gráfica e Editora


Apresentação

Anuncia-se o fim da era do petróleo. O fim da queima de combustíveis fósseis é, por si só, uma boa nova para a humanidade e para a atmosfera da Terra: uma opor tunidade para reduzir o aquecimento global. O chamado efeito estufa, sabemos, não é no entanto o único problema ambiental com que nos defrontamos. Assim como os problemas ambientais não são o único desafio para o Brasil e o mundo. Os biocombustíveis – álcool da cana-de-açúcar, o biodiesel da mamona, dendê, soja e o car vão vegetal – surgem como alternativa não só mais limpa, mas também capaz de gerar renda para o trabalhador no campo e, assim, promover a justiça social. Grande disponibilidade de terras e clima favorável fazem com que o Brasil possa a vir a ser grande beneficiário da nova era da história da energia, que já começou. O Brasil já é grande produtor de álcool, óleo de soja e car vão vegetal. Boa parte desta produção vem sendo direcionada, de forma crescente, para o mercado externo. O regime de monocultura sob o qual são cultivados estes bens, no entanto, tem resultado em grandes prejuízos para a sociedade e o meio ambiente no Brasil. A concentração da propriedade da terra, da riqueza e da renda, a destruição de florestas, a contaminação do ar, do solo e das águas, a expulsão de populações rurais são as marcas que este modelo de produção vem espalhando sobre o território, ao longo de nossa história. Para que estas novas fontes de energia mereçam ser chamadas de limpas, renováveis ou sustentáveis, novos padrões de produção e de consumo precisam ser adotados. E, do cultivo à comercialização, a agricultura familiar deve ocupar o papel principal. Contrastando com o modelo devastador do agronegócio, novas práticas econômicas sociais e ambientais vêm sendo ensaiadas. Caso recebam o estímulo necessário, elas podem se transformar no combustível para a democracia e a justiça social que o Brasil tanto precisa.

Sergio Schlesinger ,
Rio de Janeiro, setembro de 2006


Sumário


- Exportação de “ água virtual” ”,

Monocultura consome a maior riqueza do país: a água doce

- Cana-de-açúcar,

Uma história de destruição que começa em 1550

- Soja,

O grão que cresceu demais

- Eucalipto e pínus,

“Florestas” indesejadas

- Bons ventos sobre os biocombustíveis,

Iniciativas que podem mudar a cara do Brasil


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19 de março de 2007
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