PAUTA Via Campesina ocupa fábrica da Syngenta no interior de São Paulo

terça-feira 11 de dezembro de 2007 por LRAN

Na manhã de hoje (10/12), 500 trabalhadores rurais da Via Campesina e do MST ocuparam
fábrica da empresa transnacional Syngenta Seeds, no município de Paulínia, próximo a
Campinas, interior de São Paulo, deixando paralisada as operações da unidade de produção
de agrotóxicos.

O protesto faz parte da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada com o assassinato de
Valmir Mota de Oliveira, o Keno, por uma milícia armada, em Santa Tereza do Oeste, no
Paraná, em 21 de outubro. Até agora, nove seguranças privados e o proprietário da NF
Segurança, Nerci Freitas, foram responsabilizados no inquérito policial sobre a
tentativa de expulsão sem autorização judicial de 200 famílias que tinham ocupado
laboratório de experimentos ilegais da empresa suíça.

"A Syngenta assassinou com sua milícia armada um trabalhador rural, deixou mais seis
feridos e segue ameaçando a nossa biodiversidade com experimentos transgênicos ilegais.
Queremos essa empresa fora do Brasil", afirma Roberto Baggio, da coordenação nacional da
Via Campesina.

Na semana passada, a Justiça Federal do Estado do Paraná julgou ilegais as atividades
desenvolvidas pela Syngenta no extremo oeste do estado, como denuncia a Via Campesina
desde a primeira ocupação, em março do ano de 2006

A decisão obriga a empresa a pagar multa de R$ 1 milhão, como determinou o Ibama
(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), pela
realização de experimentos transgênicos na zona de amortecimento de 10 km da área do
entorno do Parque Nacional do Iguaçu, no ano passado.

No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, considerada o primeiro documento internacional sobre a
universalidade dos direitos fundamentais e a igualdade entre todos os seres humanos. O
significado da declaração fez do 10 de dezembro o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A Via Campesina Internacional quer chamar a atenção para os inúmeros casos de violação
de Direitos Humanos promovidos por empresas transnacionais no Brasil e no mundo. "O
assassinato de Keno não foi um episódio isolado, mas uma consequência da forma
truculenta como as empresas tratam aqueles que se opõem a seus métodos de obtenção de
lucros às custas da exploração de trabalhadores e destruição do meio ambiente" completa
Baggio.
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Informações à imprensa

Ana Maria 11-3663 1064/ 11-8276 6393


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